LANÇADO O ESTUDO SOBRE O CUSTO ECONÓMICO DA MAL NUTRIÇÃO NA GUINÉ-BISSAU

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09 de setembro 2017

LANÇADO O ESTUDO SOBRE O CUSTO ECONÓMICO DA MAL NUTRIÇÃO NA GUINÉ-BISSAU

O Governo da Guiné-Bissau, apoiado pelo Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) lança esta quarta-feira 08 de setembro um amplo estudo sobre o impacto da desnutrição infantil na vida social e no desempenho económico da Guiné-Bissau.

O mais recente da série de estudos sobre o Custo da fome em África (COHA) do PAM, que visa qualificar e, em última instância, ajudar a reduzir os efeitos devastadores da fome nos mais jovens e vulneráveis, num País onde uma criança em cada quatro sofre de desnutrição crónica.

Menos de dez por cento de crianças menores de dois anos beneficiam de uma dieta adequada. A desnutrição nessa idade pode prejudicar irreversivelmente o desenvolvimento mental e físico, bem como o desempenho educacional e a produtividade no trabalho, constatou a Representante do PAM no País a Japonesa Kyome Kawaguchi na cerimónia oficial do lançamento do estudo, que vai ser executado pelo Instituto Nacional de Estudo e Pesquisa INEP em colaboração com as outras organizações que trabalham nos domínios da Nutrição.

“Muitas vezes, uma criança desnutrida é vista com olhos diferentes e o problema é abordado em perspetivas distintas – agricultura, educação ou saúde, dis Kyome Kawaguchi Representante do Programa Alimentar Mundial. “ Esperamos que o estudo sobre fome em África forneça evidência e incentivos para investimento prioritários para enfrentar a desnutrição infantil em todos os setores finalizou”

A Guiné-Bissau é o 17º País a realizar o estudo, em estreita parceria com a Comissão da União Africana e a Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (NEPAD), financiado pela União Europeia e apoiado pelo PAM e pela Comissão Económica das Nações Unidas para América Latina e Caraíbas (CEPAL).

Os estudos do COHA realizados até agora mostram que os Países Africanos perdem até 16,5 por cento do seu PIB anual, devido à desnutrição infantil, uma tendência que o Governo guineense pretende inverter a luz dos resultados que serão fornecidos pelo estudo ora lançado que deverá ter a duração de 8 meses.

No seu discurso do lançamento do estudo o Ministro de Estado da Economia e Finanças João Aladji Mamadu Fadia, disse que falar de fome da Guiné-Bissau é falar das coisas que impedem um guineense de ser, ativo, produtivo, dinâmico, solidário, feliz e digno, com efeito o executivo ente empenhado e firmemente engajado na luta contra a pobreza com vista a melhorar condições de vida da população.

Diamantino D. Lopes RN, Bissau