“ DSP CONSIDERA PREOCUPANTE A SITUAÇÃO DE LETARGIA VIGENTE NO PAÍS”

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“ DSP CONSIDERA PREOCUPANTE A SITUAÇÃO DE LETARGIA VIGENTE NO PAÍS”

O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira (DSP), em entrevista à RFI em Português, disse ser um “completo absurdo” começar o recenseamento eleitoral de novo conforme exigências de muitos partidos políticos.

Respondendo a pergunta se é possível anular o processo de recenseamento, o líder do PAIGC começou por considerar que esses partidos não se prepararam.

“Isso é um completo absurdo. Sempre disse desde o início que os partidos não se prepararam. São partidos que estão habituados a fazerem uma co-relação entre a sua disponibilidade financeira, a sua capacidade de controlar o ato eleitoral e aquilo que eles esperam ser os resultados. Basta não sentirem esse controlo absoluto da situação, para acharem que as condições não estão reunidas”, disse.

Domingos Simões Pereira considera preocupante a situação de letargia vigente no país há três anos e sustenta que há uma grande diferença a entre fazer eleições este ano  e fazê-las em 2019.

“Temos uma economia que está completamente estagnada. Há uma grande diferença em realizar eleições em 2018 e fazer eleições em 2019, desde logo porque todos os países, normalmente, começam o seu ano fiscal em Janeiro. Quando um país como a Guiné-Bissau, que depende fortemente do apoio internacional e da cooperação internacional, faz as suas eleições em Janeiro tem que compreender que a capacidade de interlocução com os seus principais parceiros fica comprometida.

Pedido para explicar os atrasos no processo de recenseamento, Simões Pereira

Salientou   que  o atraso verificado, é, em muitos casos, deliberados e cita exemplos: “quando nós falamos do início do recenseamento, os kits ficaram retidos na Nigéria por mais de um mês. Os próprios técnicos que se deslocaram à Nigéria e que constataram que os kits existiam e que deviam ir para a Guiné-Bissau sentiram-se frustrados e voltaram para a Guiné.

Simões Pereira ainda enumerou  várias outras situações que vão de exigências a atos:

“Tivemos partidos, particularmente um partido, o PRS, a exigir recenseamento de raiz, através de métodos biométricos, concessão do cartão no ato de recenseamento. Só se podia começar a recensear quando chegassem todos os kits, por isso é que se começou a falar dos kits. De outra forma, podia-se começar o recenseamento e depois fazer a impressão conforme as outras alternativas que tinham sido propostas. Gastou-se aí mais de um mês. E, no final, nós estamos a assistir a muitas iniciativas no sentido de bloquear o processo. Eu penso que foi noticiado, dirigentes do PRS que se deslocam às mesas de recenseamento para bloquear essa situação”, CONCLUIU

Rádio Nossa,31-10-18

Noémia Gomes da Silva

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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