MANUEL SERIFO NHAMADJO DEFENDEU QUE DURANTE TRANSIÇÃO APAGOU FOGUEIRA TRAVOU MUITA FORÇA CONTRA O PAIGC

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MANUEL SERIFO NHAMADJO DEFENDEU QUE DURANTE TRANSIÇÃO APAGOU FOGUEIRA TRAVOU MUITA FORÇA CONTRA O PAIGC

 

O Presidente da Transição Manuel Serifo Nhamadjo, durante uma entrevista concedida à Rádio Jovem no programa denominado “Noite Jovem” disse que para atingir um ideal tem de unir esforços para uma certeza melhor a fim de atingir os objectivos desejados. O ex-presidente da República defendeu que para definir sucessos e insucessos de cada actividade, será feita pelas pessoas que lhe seguiram e até os participaram é que podem fazer uma avaliação dos seus trabalhos, porque caso contrário você mesmo fica a pensar que estás a fazer melhor.

“Acho que diferentes sectores que passei na minha vida profissional, tentei fazer no máximo”,referiu.

 

Segundo ele, o seu precurso começou-se queando era jovem chegou a cidade de Bissau em 1968, porque naquela altura são poucas pessoas com família própria em capital, não era fácil depois de dois anos da sua chegada á Bissau muitos colegas dele desistiram.

“ ´É muito doloroso dormir no chão em cima da esteira, comer uma vez por dia, motivou-os a procurarem emprego com idade menor, que me levou a começar carreira profissional, onde comecei como aspirante, terceiro oficial, segundo oficial, primeiro-oficial e Director de terceira eu era sempre funcionário das Obras Públicas,” recordou.

Segundo o político foi para Lisboa fazendo curso e regressou continuou a trabalhar no Ministério das Obras Públicas e desempenhou várias funções entre os quais: desempenhou as funções de administrador do projecto de Banco Mundial que comportava todas as brigadas das estradas.

Afirmou que foram propostos a criarem as suas capacidades na criação dos fundos para estradas, um dos seus grandes trabalhos a ser realizado nas Obras Públicas foi a criação do fundo Rodoviário.

 

O Ex-presidente da República Manuel Serifo Nhamadjo, assegurou que trabalho cerca de oito anos dirigindo aquele serviço e posteriormente desvinculou com a actividade através de um pedido de demissão para actividade privada.

Manuel Serifo Nhamadjo disse ainda que ele e quatro dos seus colegas criaram uma empresa denominada, “Nô Kumpu”, e criaram também um Gabinete de Estudo, sempre nas actividades de construção e não só.

Nhamadjo referiu que para além dessas funções estava a desempenhar actividades juvenis, com equipas de futebol (equipa de Mansabá), que ganhou taça de Guiné e supertaça.

O ex-presidente da República sublinhou que foi nessas actividades sociais que acabou por envolver nas acções políticas, foi um dos jovens escolhidos nas listas do partido libertador, desde quadro de JAAC, a política foi um elemento complementar das suas actividades.

Nhamadjo sustentou que não está arrependido como Presidente da República de Transição mas ouve momentos em que se encontra muito abalado, por duas razões primeiro, militante de um partido que funcionou legalmente com varias sensibilidades, na altura fazia parte de uma sensibilidade, na altura em que o partido era dirigido pelo falecido PR Malam Bacai Sanhá que era o líder dos seus sentimentos.

O político explicou que depois de falecimento do Ex-presidente Sanhá, um grupo de militantes viram que ele Nhamadjo fazia parte do grupo que podia dirigir a tal sensibilidade, foi nessa perspectiva que os motivaram a candidatar-se as primárias.

O Ex-PRT defendeu que num primário do PAIGC com um presidente do partido que pretende a candidatar-se as mesmas primárias, foram difíceis, no seu grupo não foi consensual, maioria estavam com eles, mas existia outros candidatos.

Conforme este responsável, levou-os a procura de consenso entre os quatro candidatos, entre eles: Manuel Serifo Nhamadjo, Francisco Benante, Soares Sambú e Baciro Djá depois de quatro reuniões em concertações chegaram conclusão de que ele o Nhamadjo deve avançar.

Segundo o político, porque Baciro Djá abdicou da sua candidatura para lhe apoiar, Soares pediu tempo de reflectir, Francisco Benante considerou que irá continuar com a sua candidatura.

De acordo com o ex-PRT, no fim da fase acima referida terminou com objectivo de anunciar a preocupação no partido, na altura era uma situação anormal no ponto de vista de alguns militantes como podem desafiar o presidente do partido.

Lamentou o porque o exercício democrático era aceite dentro do partido, recordando que um período antes, Raimundo Pereira era adversário de Malam Bacai, nas primárias e Malam Bacai acabou por ser eleito, através de uma democracia interna e voto secreto.

 

O Ex-presidente da República Manuel Serifo Nhamadjo, advertiu que chegou as suas vezes, atendem que era natural proceder com a mesma forma, que não crime, mas não foram compreendidos bem, muitos são hostis as suas candidaturas.

Serifo Nhamadjo defendeu que a prova disso no dia em iam depositar as suas candidaturas as portas da sede foram fechados, tiveram que alugar uma plataforma para anunciarem as suas intensões.

O político admitiu que aquilo abriu uma hostilidade imaginária, Comité Central que devia legitimar as candidaturas teve um debate muito sério, recordou uma das suas passagens no discurso que, caso votarem secretamente Carlos Gomes Jr, vencer as primárias ele será primeiro apoiante dele.

Explicou que pediu na altura que lhes deixem exercer democracia interna, infelizmente foram proibidos de exercer essa democracia, mas sentia que estava bem apoiado dentro do partido com sufrágio secreto.

Nhamadjo informou ainda que as primárias aconteceram duma forma estranha que nem era voto secreto, segundo ele o Carlos levantou-se e perguntou quem está com ele que fica de pé e quem na altura terá ousadia de dizer que não está com ele.

Segundo Nhamadjo enfrentaram a situação reclamaram que aquilo não é democracia a prática era de imposição até naquela altura não têm intensão de candidatar independente.

Afirmou que depois de daquela situação, alguns dias depois, começaram chuvas de telefonemas com ameaças, e desaparecimento físicos de muitas individualidades num proverbio crioulo (Ci cabra fronta i ta murdi), o único caminho era enfrentar.

“Aquele sentimento, de golpistas que surgiu por esse motivo, foram conectados com rebeldes, infelizmente os coordenadores de frenagolpe são maiorias que asseguram armas no levantamento militar de 7 de Junho de 1998, na alturas são democratas e nós que fizemos políticas somos golpistas e mesmo grupo que se encontrava na CNT na derrube de regime de Koumba Yalá são os que roubaram a viatura de Jorge Malú”, explanou.

O ex-PRT, a notou que muitos dizem  que caso Nhamadjo não foi o PRT agora é a sua vez, questiona que naquela altura, ele é o presidente do parlamento o seu partido estava naquela situação, foi chamado para avançar, voltou a trás que a primeira vez recusou de assumir como PRT, de pois de uma semana declarou que é defensor da legalidade, foi o que motivou as negociações durantes dois meses.

Afirmou o motivo que lhe levou assumir como PRT, porque depois da reunião de Azalai disseram que os militares não vão assumir poder, é preciso entregar o poder ao civis e como pode ser numa vacatura presidencial, seguindo Constituição da República, acabaram por afirmar que o presidente da ANP que devia assumir essas funções, na altura ele era o presidente interino da ANP.

Segundo o político, caso rejeitar que vai assumir o posto era Sori Djaló, ele é do PRS, para ele, certamente que hoje em dia muitos vão indicar o dedo que foi chamado nos momentos difíceis e tem medo de assumir as suas responsabilidades e agora quer ser PR.

Disse ainda que consultou os seus camaradas sobre a situação a resposta destes foi caso não aceitar o seu partido irá penalizar ainda mais e se perderam confiança em si nunca mais fará política.

“Sempre declarei que vou me impóticar a minha carreira politica, mas para união dos guineenses estou disposto, foi o que fiz”, lembrou.

No que diz respeito que esta era a sua vez, pode ser relativo que este momento não vai ter coragem de andar nas ruas da capital.

Afirmou que não está arrependido de servir o seu país, porque apagou fogueira durante transição, travou muita força contra o PAIGC, tanto civil como classe castrense conseguir conduzir o país nas calmas até aquando da sua passação.

Este responsável admitiu que a sua relação com Carlos Gomes Jr. Nunca tiveram nada com outro eles são empresários, semanalmente faz compra de trinta mil litros de gasóleo na bomba do seu camarada, o que aconteceu era posição diferente, no seio do partido cada um defende a sua linha.

O político ainda defendeu que ele e Cadogo estavam nas sensibilidades diferentes, depois de muitos anos viajou para Cabo-verde duas vezes onde manifestou junto do cônsul a sua intenção da visita à Cadogo, mas por infelicidades sempre chega no momento que ele não se encontra em Cabo-verde.

Nhamadjo enalteceu que antes da sua candidatura primeiro recorreu ao seu colega no parlamento Raimundo Pereira e Carlos Gomes Jr. no seu gabinete, como prova Adiato Djaló Nandingna esta ainda de vida. Quanto a sua relação com Raimundo Pereira a diferença é nos clubes desportistas Nhamadjo Benfiquista e o Raimundo sporting.

Segundo o ex-PRT, depois da transição tem uma certa magoa porque não foi incompreendido, perdeu muitas amizades, pelas várias formas de entender de cada um mas, há os que lhe decepcionaram, porque alguém chega hoje diga que estão juntos e no dia seguinte a mesma pessoa se encontra com ideia diferente.

Nhamadjo explicou ainda que aprendeu muito durante transição política de como lidar com as pessoas.

Advertiu que na presidência há três tipos de mentirosos que frequentam no palácio presidencial, há os que mentem para conseguir alguma coisa de você, há integristas e os que mentem para ter domínio em ti e manipular-lhe.

Durante a entrevista o político defendeu que com os três tipos de pessoas caso o PR, não está atento ou seja com ajuda de Deus cairá no buraco.

Disse que nunca considerou a Guiné-Bissau de um país pobre sempre o considera que o país dispõe das pessoas com espirito fraco, porque antigamente existia valores, onde há ética e moral, mas agora com salva quem poder, agora se vê só as pessoas que cometem asneira que consideram de machos, esses valores estão a imperar na sociedade guineense, que considera ainda de um oportunismo de enriquecer de imediato.

O ex- vice-presidente do parlamento sublinhou que, se não existe mudança de mentalidade será difícil de encontrar um consenso para fazer melhor, porque não é as eleições que e outras reformas que irão resolver problemas da Guiné-Bissau ou dos guineenses, o problema só se resolve com a mentalidade das pessoas.

“Temos que aprender valorizar o que é bom e esquecer as divergências de lado”, precisou.

Lembrou que em qualquer sociedade, quando se fala de uma pessoa maiorias não observam referências positivas da pessoa só ajudam meter lenha na fogueira, sem conhecer a pessoa só limita em dizer ouve dizer. De acordo com o político, como ele está a passar muitos falam mal dele quando pergunta o individuo se lhe conhece de perto vai responder que não.

Noémia Gomes da Silva

Rádio Nossa, 01-08-18

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